segunda-feira, 12 de abril de 2010

PERIGO DO BRONZEAMENTO EM CÂMARAS DE BRONZEAMENTO UV

Os perigos do bronzeamento artificial Embora a tentação de manter a cor do verão seja grande, a radiação das câmaras de bronzeamento é tão prejudicial quanto o sol
Cláudia Miki

Cláudia Miki alerta que bronzeamento não é saudável para a pele das pessoas Milhares de pessoas lançam mão, a cada ano, do bronzeamento artificial a fim de manter a cor ou adquiri-la de maneira rápida e segura. É fato, entretanto, que esse procedimento não é seguro. A radiação ultravioleta das câmaras de bronzeamento é tão prejudicial quanto a radiação solar. As máquinas emitem ondas de 320 a 400 nanômetros (nm), equivalentes à radiação UVA (ultravioleta A).

Esse tipo de radiação destrói as células cutâneas, levando à alteração do colágeno e da síntese de elastina. Isso resulta em rugas, pigmen-tação anormal e flacidez, entre outros problemas.
A radiação UVB (ultravioleta B, 290 a 320 nm), não emitida pelas máquinas de bronzeamento artificial, é responsável pela queimadura solar e, combinada à radiação UVA, aumenta a predisposição ao câncer de pele.

Mesmo emitindo só radiação UVA, as máquinas não estão isentas dos efeitos nocivos da radiação ultravioleta. A exposição excessiva no bronzeamento artificial – para o qual não se usa filtro solar – também leva a queimaduras e conseqüentes danos celulares, aumentando o risco de câncer de pele. É fundamental o paciente se informar se o estabelecimento segue as disposições da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que entram em vigor este mês. Entre elas estão a assinatura pelo paciente de um termo de responsabilidade e uma avaliação médica que verifique tipo de pele, histórico familiar de câncer de pele e pintas suspeitas.

Com relação às pílulas de bronzeamento, o composto ativo na maioria delas (cantaxantina) não tem aprovação do FDA (Food and Drug Administration, órgão americano que controla os medicamentos) e os efeitos colaterais podem incluir de náuseas a hepatite induzida por droga. Já as loções autobronzeadoras mostram-se seguras, desde que aplicadas conforme orientação. Mas não protegem a pele dos raios ultravioleta e requerem a utilização de filtro solar. Os benefícios dos raios ultravioleta para a saúde existem, apesar de poucos, e entre eles a necessidade do UVB no metabolismo da vitamina D é o principal. Uma breve exposição diária (em média 10 minutos) numa pequena área de pele é suficiente. A ação dos raios é importante também no tratamento de doenças de pele.

Para atenuar os efeitos nocivos do sol, já que a tentação de manter a pele bronzeada num país como o nosso é grande, algumas recomendações: a ingestão de líquidos, a escolha do filtro solar adequado, o uso de hidratante após a exposição ao sol e a exposição antes das 10h ou depois das 15h.

A prática do bronzeamento artificial infelizmente ainda é comum. Talvez porque só recentemente haja um trabalho de conscientização quanto às conseqüências nocivas da radiação ultravioleta e à necessidade diária do filtro solar. Apesar da constante associação do bronzeado a um aspecto saudável, precisamos lembrar que o bronzeamento nada mais é do que uma reação da pele aos raios ultravioleta, e que 80% do acúmulo destes raios em nossa pele acontecem até os 18 anos, sendo os efeitos nocivos percebidos tardiamente. Na maioria dos casos, os problemas surgem após os 40 anos de idade, mas dependendo do tipo de pele da pessoa e da predisposição genética, é possível que os efeitos nocivos apareçam mais precocemente.

Cláudia Miki é dermatologista no Rio de Janeiro, especializada em medicina estética e membro da American Academy of Dermatology .

Fonte : retirado da internet

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